Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Professores vítimas de agressão

Segundo a TVI calcula-se que cada dia que passa 2 professores são agredidos nas escolas pelo que a FNE vem agora exigir que tal acto seja considerado crime público. Não podia estar mais de acordo ! Não me foi possível, porém, apurar se nesse juízo poderão constar os crimes de incitamento à violência contra professores ou outro tipo de crimes atentatórios da dignidade profissional  porque nesse âmbito poderíamos incluir como arguidos membros governamentais, que têm colocado ao nível do subsolo o prestígio dos docentes, abrindo caminho para que pais e alunos esfreguem, amiúde,  o calçado nos ditos. Maria de Lurdes diz   perdeu os professores mas ganhou os pais ; estes agradecem-lhe invadindo escolas, desempoeirando os pobres coitados. Para culminar em beleza, o ministério vem agora dizer que é "mais professor" aquele que durante anos a fio nunca tomou contacto com alunos, limitando-se a decorar cada letra do Diário da República. Compreende-se o raciocínio; são estes os professores que menos têm sentido o peso das cadeiras sob as suas costas e por isso estão mais frescos que os restantes. Também vem penalizar os "sub-professores" por cada falta dada ainda que as mesmas tenham sido dadas para aperfeiçoamento pedagógico ou porque, por azar, uma navalha de um determinado pai lhe trespassou o ventre à saída para o " imerecido" descanso. O "super-professor", aquele que vai tomar as rédeas da educação, pode nunca ter visto um aluno à sua frente, mas nunca teve de meter uma falta porque...a isso não era obrigado.
Professores, isso de dar aulas está fora de moda...sejam coordenadores do nada!
publicado por libato às 18:15
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Publicidade grátis

Tenho andado um pouco arredado dos comentários à acção camarária, não por opção, mas porque de facto, nada tem acontecido de relevante nos últimos meses. E o "nada" tem sido tão relevante que até aquilo que funcionava a tempo e horas, como o caso das Piscinas Municipais de Inverno, deixou pura e simplesmente de funcionar privando centenas de crianças e adultos da prática desportiva. Poder-se-á argumentar que algo de grave se passa no sistema de bombeamento mas não tão grave assim que permita uma intervenção constante junto do sistema uma vez que não acredito que os técnicos trabalhem com os portões do recinto fechados à chave...
Mas se nada acontece ao menos que se vigie e se controle porque quem investe num negócio tem de disponibilizar verbas para o publicitar de forma legal e não recorrer às postes eléctricos,  aos passeios e às paredes de edifícios contíguos para, nas barbas municipais, ter publicidade à borla; não é justo para o empresário que tem de pagar licenças para ter toldos publicitários com todas as taxas, licenças e minhoquices que o processo exige. A não ser que se liberalize o processo e que cada um possa colocar uma tabuletas e graffitis nos locais mais convenientes.
publicado por libato às 17:34
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

Urgências

Várias vezes ouvimos o nosso primeiro-ministro encher a boca com modelos europeus disto e daquilo...penso mesmo que José Sócrates leva mais tempo a ler legislação europeia do que a olhar para o umbigo de Portugal. Os governantes gostam de estabelecer comparações com o "que se faz lá fora" como exemplo a seguir no que concerne às chicotadas sociais, no entanto, raramente se referem às contrapartidas e às regalias que usufruem os nossos congéneres europeus.
Em pleno rescaldo da operação "aborto", o povo saiu à rua para exigir, afinal, aquilo que se defendeu para as mulheres; o direito a cuidados de saúde em estabelecimentos legalmente autorizados e cuja localização lhe possibilite uma assistência em tempo devido. Não é bonito acenar-se para o mundo a ideia da modernidade após a aprovação do aborto e, no reverso da medalha, encerrar-se centros de saúde e degradar com isso as condições de vida das populações. É algo que, no limite, pode tangenciar o homicídio involuntário com responsabilidade estatal, como no recente caso de Odemira.
 José Sócrates elogiou os movimentos cívicos pró e contra o aborto surgidos fora da esfera partidária, agora associa as manifestações anti-encerramento a incentivos municipais. Afinal temos iniciativa para o que convém ao Estado e somos simples marionetas quando o contestamos? Este governo cada vez se percebe menos...
publicado por libato às 21:25
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

À Madeira?Sim já chegámos...

Nunca compreendi a razão porque nunca foi feito um teste de sanidade mental ao líder madeirense. Nota-se à légua que nada funciona bem naquele emaranhado de massa encefálica, mas, ao longo dos tempos, nenhum primeiro-ministro, Cavaco Silva inclusivé, teve a coragem de o chamar à razão, por razões óbvias; ninguém ousa desafiar um louco que capta  a simpatia das massas ainda por cima quando os votos servem o interesse nacional do PSD. José Sócrates teve esse mérito, reconheça-se; em período de vacas magras não faz sentido que autarcas e líderes regionais promovam festas de arromba, recorram à contratação arbitrária, esbanjem fundos em obras faraónicas e invistam na renovação do seu mandato fazendo coincidir o calendário eleitoral com o corte de fitas.
Alberto João Jardim demite-se porque não consegue cumprir o seu programa eleitoral após a aprovação da Lei das Finanças Regionais mas volta a ser candidato sem qualquer garantia, ou mesmo improbabilidade, de José Sócrates recuar nesta matéria. Seria patético e hilariante se custos não tivesse esta manobra política.
Para quando um manicómio onde coabitem em simultâneo Alberto João Jardim, Pinto da Costa, Valentim Loureiro e todos os espalha-brasas deste país?
publicado por libato às 21:09
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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Já chegámos à Madeira?

Quem lê os meus blogues sabe que sou e serei sempre contra o aborto pelas razões que já expus e que não vale a pena repetir de novo. Contudo, as recentes declarações de Cavaco Silva sobre a possibilidade de uma intervenção presidencial embrulhadas numa má digestão dos resultados fazem-me pensar se a nossa democracia não estará de facto em perigo. Embora todos saibamos que o resultado do referendo não é vinculativo, teremos de respeitar integralmente o sentido de voto daqueles que se disponibilizaram, num dia de chuva, a manifestar a sua opinião. Dos fracos não reza a história, dos calados também não !!! Se Cavaco Silva fizer prevalecer a sua vontade seja ela qual for, deve, antecipadamente, dizer o que fará consoante o resultado e não tirar trunfos da manga quando o resultado não vai de encontro à sua opinião, sob pena de todos nós, futuramente, nos borrifarmos para futuros referendos. Se Cavaco Silva tem mau perder então deve abdicar do seu cargo!
Estamos numa democracia representativa e os nossos representantes têm o direito de legislar de acordo com a vontade expressa dos portugueses(risos). Também eu votei em José Sócrates não imaginando o seu grande ódio pela educação e agora estou a pagar por isso porque permiti que ele legislasse em meu nome !!
publicado por libato às 14:17
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Aborte-se...

Só quem não conhece o povo português e a sua terrível tendência para o facilitismo, para arranjar esquemas transversais ou para desrespeitar aconselhamentos em nome do saber popular é que pode acreditar que as mulheres nacionais vão agir conscienciosamente auscultando técnicos, seguindo prescrições médicas ou outro tipo de encaminhamento antes de se decidirem pelo aborto. Quando entrou em Portugal a pílula do dia seguinte esta foi uma campeã de vendas; para quê tomar caixas e caixas de pílulas se se pode evitar a gravidez tomando este comprimido milagroso? Para quê estoirar parte de um orçamento familiar em métodos contraceptivos rotineiros e dispendiosos se um determinado doutor receita uns comprimidos que fazem abortar em três tempos. E mais: totalmente comparticipados pelo Zé Povinho com os seus impostos. Há alguém que acredite que haverá regulamentação possível para este cariz de comportamento?
Fiquei também "feliz " com a expressividade do "sim" no Alentejo. É que nós já somos tantos que há que cortar na natalidade, senão qualquer dia as ovelhas já não terão espaço para pastar por esses campos fora...sinceramente!!!
publicado por libato às 18:24
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

NON ou a vã glória de mandar

O clima degradante que se instala em departamentos públicos, escolas, autarquias e empresas revela um know how e um Know who bastante perspicaz por parte deste governo. Não há necessidade que o Estado estenda tentáculos para os diversos sectores de actividade com o objectivo de controlar as relações laborais; dê-se apenas a possibilidade de um qualquer indivíduo tomar sob o seu comando alguns dos seus semelhantes. Ainda que a personalidade deste indivíduo até então se tenha revelado afável e de bom trato, algo irá nascer dentro de si e que o transformará gradualmente; o peito vai inchando e o orgulho começará a extravazar os limites da sua própria personalidade. Para aqueles cuja competência em determinada área é inata, desempenhar um cargo directivo não o tornará diferente; esse privilegiará as boas relações humanas, mas para aquele que nada possui para além de uma mente toldada e nada flexível aliado a um desinteresse pela sua própria área de actividade, isto será potencialmente bombástico.
Em 1986 estava eu em Mafra a cumprir o serviço militar quando um decreto governamental resolveu dispensar 1/3 dos recrutas milicianos; é sabido que, após a recruta estes milicianos teriam a possibilidade de comandar novos recrutas nos pelotões de soldados denominados "rasos". Esperei incessantemente que o meu número mecanográfico fosse mencionado pelo comandante do quartel mas...nada. No entanto, concluído o processo de leitura dos números foi assinalável e patético a correria dos "dispensados" a pedir a anulação da decisão, única e simplesmente porque tinham sede de...comandar homens a troco de 500$00 mensais que equivaleriam actualmente a cerca de 100 euros.Homens com profissões cá fora que não queriam perder a oportunidade de espezinhar  um seu semelhante e assumir-se com um poder que lhe era conferido pelas divisas que carregariam aos ombros e não por algum perfil próprio de comando.
Reparem no comportamento de alguns dos vossos dirigentes; não estimulam o gosto pelo trabalho dos seus súbditos, preferem olhar para o relógio quando você entra ou quando sai. Impõem-se pela sua presença altiva e omnipotente ao invés de promoverem o trabalho de equipa; avaliam-no pelo número de vezes que olha para o seu computador mas não se preocupam com a qualidade do que lá está escrito; são avessos à criatividade e iniciativa porque isso é a maior ameaça à sua própria função.É o Portugal dos salários baixos de Manuel Pinho e da mecanização de comportamentos.
Carnegie, no seu livro "Como fazer amigos e influenciar pessoas", descreve uma situação curiosa de um patrão que constatou que o turno de dia da sua fábrica produzia metade das matérias do turno da noite. Sem qualquer reprimenda, começou a inscrever num quadro preto o número de unidades produzidas pelos seus funcionários nocturnos. Ao fim de 2 dias a produção do turno da noite tinha triplicado.
Um livro que todos, mas todos, deveríamos ler...
publicado por libato às 21:08
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Queremos ir a banhos

Estamos quase na época primaveril e as piscinas municipais de Vila Viçosa teimam em não abrir portas. Segundo consta a empresa que tomou conta das obras teria até meados de Novembro para terminar a empreitada e já lá vamos em Fevereiro. Foi anunciada a sua abertura para Fevereiro e dizem-nos agora que há um problema qualquer com as bombas. Então fazem-se obras e consertos para haver mais problemas? Espero que esta não seja mais uma empreitada à tuga...
publicado por libato às 17:49
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Sábado, 3 de Fevereiro de 2007

Duplamente absurdo

O ministro da economia disse uma verdade lá fora e todo o país lhe caiu em cima. É inadmissível. Façam como fazem constantemente em Portugal; mintam para não serem acusados de falta de coerência. Ou então deixem os jornalistas por cá  porque além de trabalharem por conta do erário público ainda têm o desplante de andar à procura das gaffes de Manuel Pinho o que nem sequer é uma tarefa difícil.
Comparem-se os tempos modernos com os tempos em que Mário Soares formava o Partido Socialista. Outrora eram os trabalhadores o mote do discurso, agora os empresários chineses que exploram os seus trabalhadores. Tiananmen é passado assim como são as convicções socialistas.
Estabeleça-se uma comparação com esta visita: um grupo de políticos visita um clã mafioso acenando-lhe com o investimento em negócios de prostituição. São-lhe oferecidas prostitutas de baixo preço para rivalizar com as de outros países europeus que são mais caras mas mais luxuosas.
Chegados a Portugal e aos bordéis nacionais, as prostitutas continuam a ouvir promessas de maior comparticipação nos engates enquanto o grupo de mafiosos se instala para as explorar com mais horas de trabalho e pagando-lhe ordenados de miséria.
- Eu não vos dizia? - exclama o ministro da economia com entusiasmo....
publicado por libato às 20:05
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