Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

Não há isenção

Fruto da relações cada vez mais estreitas entre clubes de futebol e televisões, não vai sendo possível, nos dias de hoje, encontrar comentadores isentos na interpretação dos lances. Longe vão os tempos em que Artur Agostinho ou Jorge Perestrello gritavam a plenos pulmões o golo, fosse o mesmo do Benfica, do Sporting ou do F.C da Rebordosa...

Hoje, os comentadores são afectados pela clubite intrínseca e não conseguem disfarçar a irritação e a parcialidade quando os lances não correm de feição às cores que lhes correm no sangue. A este fenónemo nao são alheio os negócios das transmissões, nem tão pouco um qualquer Luís Filipe Vieira a ulular contra tudo e todos, a arvorar-se em criador legislativo e em suma, a ser mal-educado; 40 dias, no meu entender, seriam bem substituídos por 2 ou 3 jogos à porta-fechada.

Com o Benfica com possibilidades matemáticas de ser campeão, começou a tremideira dos árbitros que cedem aos gritos selváticos da onda encarnada nas bancadas. Foi assim em 2005, em que o medo de apitar contra os da casa - e bem se sabe como nessas alturas há estádios do Benfica por todo o país - foi decisivo na avaliação de golos mal validados contra Sporting, Estoril ou Nacional da Madeira entre os que me recordo. Em Aveiro, Lucílio Baptista foi mais uma vítima da febre encarnada ao assinalar um penalty completamente disparatado ao cair do pano. E veremos que mais se vai seguir...

publicado por libato às 00:12
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2007

Tiro pela culatra

A arrogância tem quase sempre o reverso obscuro em personalidades que claramente nunca serão líderes de nada, apenas e só o renascer da prepotência que julgavam adormecida com fortes probabilidades de tender para a irracionalidade. Um ex-importante dirigente do sector terciário de Vila Viçosa gabava-se, há anos, de espreitar constantemente os seus funcionários; peito inchado, tonalidade vocal imponente e seis ou sete pares de olhos esbugalhados que ouviam atentamente em tom de assentimento, porque nestas coisas dos trabalhadores " há que ter rédea curta". Ora veio o tempo provar que os trabalhadores espreitados continuam lá, no seu local de trabalho, e o dirigente foi expulso, por abuso de competências e desvio de fundos. Vem isto a propósito da exposição a que todos nós estamos sujeitos perante a valorização crescente que o Governo está dar ao dirigismo; sem regras, sem critérios e com o fantasma permanente da insegurança no posto de trabalho. Quem vai avaliar quem avalia? E de que forma? O que é a incompetência? Quem é que determina o acto de ser competente e que formação recebe para tal?

Perante a obsessão cega pelo controlo do défice este Governo ficará para a história como o mais direitista de sempre e aquele que, pela primeira vez, reduz a pó direitos essenciais dos trabalhadores contando estes apenas com a oposição do...Gato Fedorento.

 

publicado por libato às 14:48
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